Sistema De Prevenção De Incêndio

O Projeto é capaz de detectar o início de um incêndio pela incidência de fumaça e acionar um dispositivo responsável pela retirada da trava de segurança de extintores

CONTEÚDO:
Organização física
Para efeitos de análise funcional do protótipo criado, foram construídas maquetes representativas da situação real de uso para qual o sistema foi projetado.
Vê-se na figura 12, em segundo plano, o suporte feito em madeira para fixação do detector de fumaça, que se estrutura dessa forma devido à comparação com a situação real na qual ele estaria posicionado no teto do ambiente protegido. Logo acima, os circuitos que possibilitaram a integração ao sistema foram organizados representando uma fixação no forro do ambiente.
Em primeiro plano, observam-se suportes, também em madeira, construídos para proporcionar um melhor manuseio e estética às placas com os circuitos impressos. Cada placa recebeu sua base porque, por protótipo, elas ficam fisicamente separadas.
A figura 13 mostra o objetivo para o qual o sistema fora construído: a retirada automatizada da trava de segurança do extintor. Por projeto, o motor que executa a tarefa fica fixado à parede; para uma representação prática, porém, foi construído o sustentáculo em madeira. Este foi mais seguramente preso ao extintor por meio de duas faixas de velcros, já que somente o suporte não ofereceu a segurança necessária.
O motor, por sua vez, foi preso à haste de forma invertida, numa tentativa de encapsulamento do funcionamento do sistema. Sua respectiva placa de circuito impresso fora afixada no lado oposto porquanto, por projeto, esta ficaria no interior da parede.
Observa-se, pela figura 14, o funcionamento, numa instância física, do mecanismo que retira a trava de segurança do extintor. Utilizou-se barbante como ligação entre o eixo do motor e a trava vide características como ser de comum uso, suficientemente forte e flexível para a tarefa em questão.
A escolha de epóxi deu-se devido à necessidade de um eixo vazado e resistente o bastante para proporcionar firmeza na transmissão de movimento da rotação do eixo original do motor para a retirada da trava. E, como o epóxi é um material resistente e modelável, este se ajustou às demandas perfeitamente.
Circuito elétrico construído
No intuito de atender aos objetivos de portabilidade descritos anteriormente, todo o circuito elétrico foi planejado de forma distribuída, com o cuidado de produzir sinais fortes o suficiente para que pudessem ser interpretados a média distância. Nesse sentido, o sistema pode ser dividido em três partes principais: sensores, central de controle e executores. A transmissão entre eles dá-se por meio de um fio telefônico, adotado devido ao fácil manuseio e conexão, além da garantia de um fluxo de corrente adequado.
Os sensores, por sua vez, dividem-se em dois tipos: um real, capaz de detectar a presença de fumaça no ambiente, e quatro simulados, responsáveis pelo envio de sinais genéricos. Adotou-se essa estratégia para evitar a aquisição de vários detectores, que, na prática, só acarretariam em um aumento do custo financeiro total do projeto.
O sensor real consiste em um circuito desenvolvido para tratar o sinal emitido por um detector de fumaça fotoelétrico, com o objetivo básico de aumento do período dos pulsos de tensão. Baseado no circuito integrado LM555, o dispositivo recebe como entrada uma onda quadrada de freqüência 394,3 Hz e pico de tensão 11,3 V, modificando-a para adquirir um período[1] de 2,97 s e altura em torno de cinco volts — características suficientes para um correto estímulo da porta paralela. Os componentes presentes — excetuando-se a porta lógica NOT, utilizada para gerar uma onda positiva na saída — são todos especificados no datasheet do CI, como modelo de aplicação.
Em seu tempo, os sensores simulados, são, na verdade, apenas chaves que alternam entre os estados alta impedância e zero volt, enviados à placa central
Essa, por sua vez, é responsável pelo recebimento e envio de sinais para e da porta paralela. Com exceção da entrada para o sensor real — que possui bateria própria para a geração de tensão —, as demais foram estabelecidas com base em circuitos pull up, que ora fornece cinco volts à porta, ora zero volt, de acordo com a posição da chave no sensor simulado.
No que diz respeito às saídas da porta paralela, encontra-se dois tipos de circuito: um para o executor real, outro para três executores simulados. O receptor real é um motor de tensão contínua, escolhido devido às características de maior força e menor precisão, adequadas ao conceito do projeto. Alimentado com 13,2 V, tensão superior à fornecida pelo computador, precisa estar conectado a um circuito capaz de fornecer tensão quando devidamente estimulado
Tal lógica é a implementada na central de controle e visível na figura 1. Quando o sinal proveniente do conector paralelo é de nível lógico alto, há estímulo do transistor, que permite a passagem de corrente pelo relé e o conseqüente fechamento de sua chave interna. Para evitar danos aos componentes, acrescentam-se ainda resistores e diodos, que limitam o fluxo de corrente em um único sentido.
Por sua vez, os executores simulados são, na verdade, apenas LEDs ligados em série a resistores — utilizados para reduzir a corrente a que os LEDs ficam submetidos — e conectados diretamente às saídas da porta paralela. O diagrama de seus circuitos pode ser visualizado na figura 3.
Uma vez detalhado o princípio de funcionamento e visualizados os diagramas dos circuitos elétricos, pode-se, ainda, verificar os diagramas das placas de circuito impresso, presentes no item 7. Com isso, é possível obter uma significativa noção do projeto desenvolvido como um todo, o que, na prática, garante sua reprodutibilidade técnica por qualquer pessoa com conhecimentos mínimos de eletrônica.

MATERIAIS:
15 cm Barbante
02 Bornes
01 Cabo paralelo macho-macho
25 m Cabo telefônico
01 Capacitor 10 nF
01 Capacitor eletrolítico 100 µF
04 Chaves tipo alavanca
01 Circuito integrado LM555
01 Circuito integrado SN7404
01 Conector DB25 fêmea
18 Conectores RJ11 fêmea
18 Conectores RJ11 macho
01 Detector de fumaça fotoelétrico
02 Diodos 1N4148
01 Fonte de tensão
03 LEDs
01 Motor DC 13,2V
01 Placa para circuito impresso 15×30 cm
01 Relé 12 V / 12 A0
01 Resistor 1 kΩ
01 Resistor 27 kΩ
03 Resistores 330 Ω
05 Resistores 470 Ω
01 Transistor BC548

CONCLUSÃO:
O desenvolvimento de projetos de baixo porte, embora não se revele a um primeiro olhar, é uma tarefa detentora de relativa complexidade, principalmente quando seus executores não possuem todo o conhecimento técnico necessário para tal. Por outro lado, a experiência é rica em aprendizado, o que, por si só, garante a justificativa de execução do trabalho. Nesse sentido, se fosse possível estabelecer um referencial comparativo, a qualidade do crescimento cognitivo superaria e, muito, a quantidade de produção material efetiva.
Com base nisso, faz-se importante referenciar alguns conhecimentos obtidos. No que tange à eletrônica, foi analisado em profundidade o funcionamento de relés, transistores — estudo focado na diferenciação entre os tipos NPN e PNP —, diodos e circuitos integrados — com ênfase no modelo LM 555, utilizado como temporizador para o sinal proveniente do detector de fumaça. Para isso, foi realizada também uma revisão bibliográfica sobre sensores de incêndio, com destaque para o princípio de funcionamento de detectores iônicos e fotoelétricos.
No que diz respeito à comunicação entre software e hardware, estudou-se o princípio de funcionamento da porta paralela, adotada como interface para o sistema. Após relativo período de testes e ensaios, descobriu-se que — ao contrário do que afirmava a documentação existente — a porta interpreta, em suas entradas, os níveis lógicos baixo e alto quando submetida às tensões de 0 e 5 volts, respectivamente.
Ainda no campo teórico, pesquisou-se a aplicabilidade de motores de passo e tensão contínua, de forma com que este pudesse ter sido escolhido com segurança e fundamentação técnica.
Além disso, a experiência proporcionou uma relativa gama de conhecimentos práticos, necessários para uma produção mais eficaz. Percebeu-se, a título de exemplo, o papel fundamental que a orientação a objetos determina na redução de tempo em manutenção de código. A programação estruturada em classes, como também é chamada, permitiu fácil organização e separação dos algoritmos responsáveis pela comunicação, interpretação e tratamento dos dados recebidos e enviados.
De modo análogo, a utilização de um programa específico para a diagramação das placas de circuito impresso se traduziu em maior facilidade e menor desperdício de material no momento de sua perfuração. Todavia, é importante ressaltar que, infelizmente, muito dos componentes encontrados no Brasil não possuem dimensões corretamente traduzidas em software. Na prática, fazem-se necessárias algumas verificações e ajustes anteriores a qualquer atitude decisiva. De qualquer modo, é interessante sempre manter certa quantidade de componentes em sobra, no intuito de evitar maiores preocupações e transtornos durante a aquisição de material.
Merecem destaque também algumas conclusões a respeito do que não pôde ser realizado. Em primeiro lugar, descobriu-se que o Corpo de Bombeiros local não dispõe de um método automatizado e público para o atendimento a situações de emergência. Se fosse necessária uma comunicação com a corporação, provavelmente o software desenvolvido teria de englobar os recentes estudos sobre síntese artificial da voz humana.
De modo análogo, uma breve pesquisa a respeito da JNI (Interface Java para código Nativo, na sigla em inglês) revelou a sua ineficiência para gerenciar grandes porções de algoritmo escrito em outra linguagem de programação, principalmente quando estruturado em classes. Na prática, isso significou a impossibilidade de se desenvolver uma interface gráfica em Java, haja vista que a comunicação paralela exige uma estrutura de acesso direto à memória, proporcionada pelo C.
Por último, descobriu-se experimentalmente que o rompimento de um lacre, tal como os existentes em extintores, exige altos níveis de corrente e/ou tensão — seja para promover seu derretimento, seja para provocar sua destruição. Com isso, não foi possível desenvolver um circuito capaz de prover tais características com segurança e baixo custo — condições sine qua non[4] para a realização do trabalho.
De modo geral, foi possível adquirir uma expressiva experiência na realização de projetos práticos, traduzida em maior facilidade desde a concepção de idéias até a utilização de ferramentas mecânicas e componentes eletrônicos. Enfim, um projeto que surpreendeu por sua simplicidade, mas quem conteve em essência um conceito original e cumprido em toda a execução.

AUTORES:
– Eric Kenzo Taniguchi Onuki
– Michel Oleynik
– Yuri Cassio Campbell Borges

CONTATO:
– ericonuki@gmail.com
– michel_ole@hotmail.com

IMAGENS: